Tua verdade desnuda
desnudou minha alma,
Evidenciou meus
monstros e medos,
Me fez vomitar cobras
e agora evito que as engula.
Não
corte os dedos em tantas ofensas e farpas destiladas,
Não mexa na sujeira
já decantada
E escondida em minha
agenda de capa bonita.
Ela foi construída com
os destroços de minha demolição,
Abriga a verdade
daqueles momentos que não permiti que visse,
Abriga a reação às
tuas ações que nunca me couberam mas ainda assim ansiava conhecer,
Reações feias, acredite.
De quem ainda não
sabia que “pode tudo”,
De quem ainda não dera
ouvidos a Renato,
De criança boba e
boba com quem não é bobo,
De menina machucada.
Insisti tanto em
saber sobre antes, mesmo sabendo
Que não restaria
muito de mim após tanta honestidade,
E bem, restaram rimas
verdadeiras e imbecis em algum canto de alma
Rimas tolas e sem
sentido.
Gastei todo o
sentimento tentando ser boa
Mas tive de guardar o
mau em algum lugar,
Mas veja, tirei de
mim, já não é meu,
O que tenho são
registros de mim,
De minha dor,
Daquela que achava
que não passaria.
Guardei por gostar de
história,
Pra lembrar meus
reflexos de realidade,
Pra rir depois ao ler,
rir de mim.
E como te disse, a
culpa é minha, por tudo, por nada, por medo.
E precisava saber,
porque se não você, quem me faria crescer?
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